A cultura de aprendizagem se refere ao ambiente, valores, crenças e práticas relacionadas ao aprendizado de uma organização, comunidade ou grupo social.
De acordo com Morgan (1996), atualmente as pessoas são vistas pelas empresas como fornecedoras de conhecimento e competências.
É uma perspectiva bem diferente da Era da Industrialização, na qual os funcionários eram fornecedores de mão de obra. E diverge também da Era Industrial Neoclássica, quando eram considerados como recursos da organização.
Neste sentido, as empresas exigem hoje que seus colaboradores – enquanto fornecedores de conhecimento e competências – inovem, sejam disruptivos e trabalhem com diferentes tecnologias.
Para a especialista em T&D Vanessa Bizerra as coisas tem se transformado numa velocidade muito grande nos últimos anos e nós não estamos preparados para enfrentar essas mudanças.
“Nós fomos criados para responder perguntas e não para fazer as perguntas. Estimulados a passar nas provas e não a aprender. Tudo isto, na hora que chega no mundo novo é difícil”, contextualiza.
Por isso, criar uma cultura de aprendizagem contínua na empresa é tão necessário, pois ela valoriza a educação para esse novo mundo e o crescimento pessoal e profissional dos indivíduos.
Assim, o colaborador estará sempre atualizado e munido de conhecimento estratégico para manter a empresa competitiva no mercado.
Desta forma, podemos elencar como motivos para criar uma cultura de aprendizagem:
– A velocidade das transformações;
– As novas tecnologias;
– A necessidade de ser inovador e disruptivo;
– A demanda por profissionais que aprendam o tempo todo.
Vanessa cita um estudo do Fórum Econômico Mundial de 2022 para exemplificar a velocidade de transformação das coisas e o quanto precisamos investir em educação.
“O estudo diz que um profissional especialista precisa de 100 dias do ano se recapacitando para ficar novamente relevante em sua matéria”, afirma. Ou seja, quase um terço do ano dedicado à aprendizagem.