Então, se o comportamento de um colaborador precisa mudar, utilize a técnica do feedback corretivo. Ao mesmo tempo, evite críticas e feedbacks ofensivos.
O feedback corretivo é a forma correta de dar um feedback sobre um comportamento negativo. E é diferente de imposição, persuasão e ameaça, que usualmente são aplicados na tentativa de corrigir comportamentos.
Veja os cinco passos para dar um feedback corretivo:
1 – Tente dar feedback positivo antes de qualquer coisa.
2 – Faça perguntas cuidadosamente orientadas: dirija perguntas que façam a pessoa refletir sobre o seu comportamento e como pode ajudá-la.
3 – Diga claramente qual a mudança necessária: descreva o comportamento específico, as consequências do comportamento, como se sente em relação ao comportamento, por que você se sente dessa forma e o que precisa ser mudado.
4 – Aplique a disciplina apropriada.
5 – Estabeleça um limite.
Para exemplificar o feedback corretivo, vamos entender o contexto do personagem Scott em Preciso saber se estou indo bem!.
No livro, Scott enfrenta problemas de gestão com um colaborador chamado Jerry, o qual está apresentando baixo desempenho e performance e parece não se importar mais com os resultados.
Scott também enfrentava problemas em casa com a esposa e os dois filhos. Em ambos os cenários – profissional e familiar -, ele reconheceu que havia feito muitas críticas ao longo do tempo e dado pouco feedback positivo.
Porém, após entender a importância do feedback positivo e passou a aplicá-lo, teve excelente melhora em suas relações.
Um tempo depois, Scott voltou a ter problemas com Jerry, que estava atrasando a entrega de relatórios importantes.
Jerry precisava receber um feedback negativo – sobre seu comportamento negativo. Scott, então, aplicou os cinco passos para o feedback corretivo:
Chamou Jerry à sua sala para conversarem sobre os relatórios; fez perguntas para tentar encontrar a causa do problema, conduzindo o colaborador à reflexão sobre a solução; deixou claro que ele estava ficando sem os números dos contatos semanais com os clientes e, por isso, não tinha dados para consolidar o relatório da divisão, tendo que usar valores estimados.
Essa conversa levou Jerry a concluir o que precisava fazer para que o problema não mais se repetisse e a assumir a responsabilidade pela entrega do relatório.