Embora o feedback seja uma ferramenta poderosa, muitos gestores enfrentam desafios ao fornecê-lo.
Uma das principais razões é a falta de habilidades de comunicação necessárias para transmitir feedback de forma eficaz.
Além disso, a falta de uma cultura de feedback nas empresas pode tornar os colaboradores relutantes em buscar ou receber feedback, o que limita seu potencial de crescimento.
Outro desafio comum é a dificuldade dos gestores em elaborar feedback construtivo. Muitos se sentem desconfortáveis em apontar áreas de melhoria ou temem que o feedback sobre pontos a melhorar afete negativamente o moral dos colaboradores.
A autora Fela Moscovici em seu livro Desenvolvimento interpessoal: Treinamento em grupo apresenta três erros comumente presentes no processo de feedback.
Quem vai dar um feedback geralmente sente:
– Medo de ser mal interpretado;
– Medo das possíveis reações do outro que receberá o feedback;
– Medo de não demonstrar inteligência e habilidade.
Já quem irá receber um feedback pode sentir:
– Medo de ter a imagem ou o status manchado;
– Medo de perder a independência;
– Medo de ter que mudar.
No livro Preciso saber se estou indo bem!, o autor Richard L. Williams (2005) afirma que o feedback é essencial para a vida.
Segundo ele, gestores podem cometer ainda o erro de negligenciar o feedback, principalmente com colaboradores que têm um bom desempenho, por acharem que não precisam de acompanhamento pelo fato de serem bons profissionais.
Porém, como vimos, sem acompanhamento e sem retorno sobre suas ações e resultados, as pessoas ficam sem direção e sem motivação.
Williams também destaca que uma pessoa sem feedback sofre com cobranças e críticas que não a ajudam a progredir. Sem feedbacks positivos, ela apresenta os seguintes comportamentos:
1 – Baixo nível de produção/desempenho;
2 – Dificuldade de relacionamento com a equipe;
3 – Pouca iniciativa no dia a dia;
4 – Linguagem corporal agressiva.