Mesmo conhecendo os benefícios da avaliação de desempenho, muitas empresas não conseguem implementar esse processo. É o caso dos 36% que não têm a prática da avaliação de desempenho estruturada.
Alguns desafios enfrentados por eles e relatados na pesquisa têm a ver com a maturidade da organização e da gestão de pessoas, e foram:
Ausência de processo desenhado (59%)
Para realizar uma avaliação de desempenho, a empresa precisa ter bem definidos as competências e os resultados esperados de seus colaboradores.
Afinal, o objetivo dela é ajudar a organização a compreender o nível de desempenho do colaborador. Ou seja, se está abaixo, de acordo ou acima do esperado pela empresa. E para isso, esses parâmetros precisam estar definidos.
A partir daí, entra o planejamento do RH para execução do ciclo de avaliação de desempenho. Desde a revisão de cargos, atualização de polícias, comunicados e treinamentos até a execução do ciclo exige o desenho de processos e a montagem de um cronograma de atividades.
Falta de desdobramento de metas para mensurar a performance individual (40%)
No nosso artigo sobre gestão estratégica de pessoas, explicamos como é essencial a empresa ter um planejamento estratégico. Precisa-se definir para onde o negócio vai e quando.
Dentro desse processo são definidos objetivos e indicadores de resultados para que as equipes possam trabalhar alinhadas com a rota da empresa.
Esses objetivos podem ser desdobrados em metas individuais e os resultados também. Assim, consegue-se medir a performance de cada colaborador.
Complexidade para abranger toda a empresa de uma só vez no processo (25%)
Enquanto algumas empresas não conseguem realizar a avaliação de desempenho, outras não têm estrutura para embarcar todos os colaboradores de uma vez no processo.
Médias e grandes organizações têm um alto volume de pessoas para serem avaliadas.
Associando isso às equipes enxutas e ao uso de ferramentas inadequadas, temos a combinação perfeita para um ciclo longo e ineficiente.
Esses desafios nos levam ao próximo tópico.