A transformação digital está mudando profundamente o panorama da economia global, e um dos setores mais impactados por essa revolução é o de tecnologia, que pode ser beneficiado por ações de inclusão social.
A crescente demanda por novas habilidades e competências tem gerado uma escassez de talentos qualificados, especialmente nas áreas de TI, inteligência artificial e dados, o que coloca um grande desafio para as empresas em todo o mundo.
Nesse contexto, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de investir no desenvolvimento contínuo de profissionais que possam atender a essas novas exigências do mercado.
Sem acesso a oportunidades de educação de qualidade, desenvolvimento de habilidades e também do próprio crescimento, muitos jovens ficam à margem do mercado de trabalho, perdendo a chance de contribuir com o crescimento da economia digital.
Portanto, ao oferecer programas de capacitação focados no desenvolvimento de soft e hard skills, as empresas não só contribuem para o crescimento desses jovens, mas também criam uma força de trabalho diversificada, preparada para enfrentar os desafios de um mercado em constante evolução.
O Brasil enfrenta um déficit crescente de profissionais qualificados, especialmente na área de tecnologia. De acordo com um estudo do Google realizado em 2023, o país terá um déficit de 530 mil profissionais de TI até 2025, tornando a capacitação de jovens em vulnerabilidade social uma solução urgente e estratégica para preencher essa lacuna.
Algumas pesquisas nos chamam atenção, por exemplo: O Instituto Brasscom, em seu relatório de 2021, estimou que o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil criará 797 mil vagas de emprego até 2025, ampliando ainda mais o gap de mão de obra qualificada.
O IBGE, em 2022, trouxe a informação de que cerca de 10,9 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos não estavam nem estudando nem trabalhando. Esse dado é alarmante, pois representa um desperdício de potencial humano, enquanto o mercado de tecnologia se expande rapidamente.
Muitas vezes, esses jovens enfrentam barreiras significativas para acessar educação de qualidade e desenvolver as habilidades necessárias para ingressar no mercado de trabalho.
Ao investir na capacitação desses talentos, não apenas se cria uma força de trabalho mais inclusiva, mas também se contribui para reduzir desigualdades sociais, proporcionando aos jovens as ferramentas necessárias para prosperar em um mercado digital que continua a crescer e evoluir.
A inclusão desses jovens no setor tecnológico não é apenas uma resposta às necessidades do mercado, mas uma ação estratégica que promove a mobilidade social, transforma vidas e fortalece a economia digital.
Para enfrentar essa lacuna, as iniciativas de capacitação tecnológica de jovens em vulnerabilidade têm mostrado resultados impressionantes.
Empresas como iFood, Instituto Bradesco e McDonald’s têm investido em programas de capacitação e inclusão para jovens, como estágios, programas de aprendiz e trainees, com foco em preparar esses profissionais para o futuro digital.
O Ifood, por exemplo, lançou o programa Ifood+, oferecendo capacitação para jovens em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de incluir mais pessoas no setor de tecnologia e inovação. Além disso, o Instituto Bradesco tem suas próprias iniciativas focadas em promover o desenvolvimento de jovens em diversas áreas, com especial atenção para a tecnologia.
Essas iniciativas ajudam a reduzir desigualdades sociais e a promover diversidade no mercado de trabalho. Empresas diversas, como mostram os estudos, têm um desempenho superior.