Uma pesquisa sobre gestão de talentos da Deloitte, publicada em 2020, apontou que 42% dos entrevistados iam procurar por novos empregos quando passavam a acreditar que seu empregador não valorizava suas habilidades e não oferecia um upgrade na carreira.
Ou seja, as pessoas precisam sentir que são valorizadas e enxergar perspectiva de crescimento.
Complementar a estes, outro ponto importante é a qualidade de vida, que se tornou um grande objetivo dos profissionais da atualidade, como mostra um estudo recente do LinkedIn.
Nele, 78% dos profissionais afirmam que a pandemia fez com que passassem a querer ou a precisar de mais flexibilidade no trabalho, sendo que 49% deles citou a busca pelo equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal como o principal motivo.
Já uma pesquisa feita com diretores de recursos humanos de grandes companhias apontou que 75% dos profissionais que abandonam seus empregos estão em busca de realização pessoal em outra atividade e desejam maior flexibilidade no trabalho.
Não há como fugir desta realidade: ambientes que não propiciam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional estão fadados ao turnover de funcionários.
Mas e a remuneração? Pagar um salário diferenciado não auxilia na retenção de talentos?
Segundo especialistas, até certo ponto, sim. Mas, a longo prazo, torna-se insustentável, fazendo dessa uma ação frágil e não recomendada.
Por exemplo, um estudo feito pelos pesquisadores Daniel Kanheman e Angus Deaton mostrou que o trabalhador norte-americano só sente acréscimos em sua satisfação no trabalho com aumentos na remuneração até a faixa dos U$ 6.250 mensais. Desse ponto em diante, sua felicidade estagna e ofertas salariais maiores não causam impacto suficiente para deixá-lo mais motivado.